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Ação de Responsabilidade Civil do Estado

Curso prático de elaboração da Ação de Responsabilidade Civil do Estado, com foco em requisitos processuais, estrutura da petição e modelos prontos para uso. Aborda a responsabilidade objetiva do Estado (art. 37, §6º, CF/88), a teoria do risco administrativo, a distinção entre conduta comissiva e omissiva, os excludentes de responsabilidade (caso fortuito, culpa exclusiva ou concorrente da vítima, fato de terceiro), o direito de regresso, a estrutura completa da peça (cabeçalho, exposição dos fatos, nexo causal, danos material/moral/estético, fundamentação jurídica, pedidos e tutela de urgência) e situações práticas reais (erro médico, omissão em via pública, atuação policial). Essencial para OAB, concursos públicos e prática profissional.

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Modulo 1

Fundamentos da Responsabilidade Civil do Estado

Questoes de fixacao (5)
A responsabilidade objetiva do Estado, prevista no art. 37, §6º, da CF/88, dispensa a prova de:
  • A) Fato, dano e nexo causal
  • B) Culpa ou dolo do agente público
  • C) Existência do dano
  • D) Nexo de causalidade
  • E) Conduta estatal
Gabarito: B
A responsabilidade objetiva dispensa a prova de culpa ou dolo — bastam fato, dano e nexo causal.
O Estado responde objetivamente pelos danos causados por seus agentes, enquanto o agente público responde subjetivamente na ação de regresso.
Gabarito: CERTO
Correto — é a distinção mais cobrada em provas sobre o tema.
Em caso de acidente causado por buraco não sinalizado em via pública, a responsabilidade estatal decorre de conduta:
  • A) Comissiva, sempre objetiva e direta
  • B) Omissiva, com discussão doutrinária sobre culpa anônima do serviço, mas com o STF ampliando a objetividade em omissões específicas
  • C) Inexistente, pois vias públicas não geram responsabilidade
  • D) Exclusivamente subjetiva do agente
  • E) Do particular que trafegava no local
Gabarito: B
A omissão na manutenção de vias públicas é conduta omissiva, tema de debate doutrinário, mas com tendência do STF à objetividade em omissões específicas.
Um hospital público municipal gera responsabilidade civil imputável ao Município, e não ao Estado ou à União.
Gabarito: CERTO
Correto. A identificação correta do ente público é essencial: hospital municipal → Município.
A qualificação do ente público réu na ação de responsabilidade civil do Estado deve indicar:
  • A) Apenas o nome genérico 'governo'
  • B) A pessoa jurídica de direito público responsável, com sede e representação processual adequada
  • C) Somente o nome do agente causador do dano
  • D) Exclusivamente a Procuradoria-Geral da República
  • E) O nome do hospital, sem indicar o ente federativo
Gabarito: B
A qualificação deve indicar precisamente a pessoa jurídica de direito público (União, Estado, Município) responsável.
Modulo 2

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso

Questoes de fixacao (5)
O caso fortuito ou força maior, como excludente de responsabilidade do Estado, caracteriza-se por ser um evento:
  • A) Previsível e evitável
  • B) Imprevisível e inevitável, que rompe o nexo causal
  • C) Causado exclusivamente pelo Estado
  • D) Sempre imputável ao particular
  • E) Irrelevante para a responsabilidade estatal
Gabarito: B
O caso fortuito ou força maior é evento imprevisível e inevitável que rompe o nexo causal.
Na culpa concorrente entre vítima e Estado, a indenização é reduzida proporcionalmente, e não integralmente excluída.
Gabarito: CERTO
Correto — diferente da culpa exclusiva da vítima, que exclui totalmente a responsabilidade.
Quando o dano decorre de ato exclusivo de terceiro, sem nexo com a atuação do ente público, configura-se a excludente de:
  • A) Caso fortuito
  • B) Culpa concorrente
  • C) Fato de terceiro
  • D) Culpa exclusiva do Estado
  • E) Nenhuma excludente é aplicável
Gabarito: C
O fato de terceiro rompe o nexo causal quando o dano decorre de ato exclusivo de pessoa estranha à relação Estado-particular.
No direito de regresso, o Estado pode acionar o agente público que agiu com dolo ou culpa, sendo a responsabilidade do agente, nesse caso, subjetiva.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme art. 37, §6º, CF/88, e art. 122 da Lei 8.112/90.
Confundir a responsabilidade objetiva do Estado com a responsabilidade do agente na ação de regresso é apontado no material como:
  • A) Uma interpretação doutrinária válida
  • B) Um erro comum do aluno, pois são regimes jurídicos distintos
  • C) Irrelevante para a prova
  • D) A posição pacífica do STF
  • E) Uma exigência do CPC/2015
Gabarito: B
É expressamente apontado como erro comum: são regimes jurídicos distintos (objetivo para o Estado, subjetivo para o agente no regresso).
Modulo 3

Exposição dos Fatos e Conduta Estatal

Questoes de fixacao (5)
A narrativa dos fatos na ação de responsabilidade civil do Estado deve destacar, principalmente:
  • A) Apenas o valor pretendido de indenização
  • B) A conduta estatal (ação ou omissão), o nexo causal e o dano sofrido
  • C) Somente o nome do agente público envolvido
  • D) Exclusivamente a legislação aplicável
  • E) O histórico funcional do agente
Gabarito: B
A narrativa deve ser clara e destacar conduta, nexo causal e dano, servindo de suporte para os pedidos.
Fatos vagos, sem indicação clara da conduta e do resultado danoso, comprometem toda a peça processual segundo o material.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme destacado em 'Como a Banca Cobra Isso'.
Um erro médico em hospital público, causando dano permanente ao paciente, é hipótese de responsabilidade:
  • A) Subjetiva, exigindo prova de dolo do médico
  • B) Objetiva do Estado, bastando fato, dano e nexo causal
  • C) Inexistente, pois hospitais públicos são imunes
  • D) Exclusiva do médico, sem envolvimento do Estado
  • E) Apenas administrativa, sem repercussão cível
Gabarito: B
A responsabilidade do Estado por erro médico em hospital público é objetiva, nos termos do art. 37, §6º, CF/88.
O acidente causado por buraco não sinalizado em via pública, de manutenção municipal, é exemplo de conduta omissiva do ente público.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme a situação prática apresentada no material.
Abordagem policial desproporcional que causa lesões corporais ao abordado configura, tipicamente:
  • A) Conduta omissiva do Estado
  • B) Conduta comissiva de agente estatal, com responsabilidade objetiva direta
  • C) Excludente de responsabilidade por fato de terceiro
  • D) Caso fortuito
  • E) Culpa exclusiva da vítima
Gabarito: B
A ação direta de agentes estatais (excesso de força) configura conduta comissiva, com responsabilidade objetiva direta do Estado.
Modulo 4

Nexo Causal e Danos Indenizáveis

Questoes de fixacao (5)
Na responsabilidade objetiva do Estado, o autor da ação precisa provar:
  • A) Apenas o dano sofrido
  • B) Fato administrativo, dano e nexo causal
  • C) Culpa do agente público
  • D) Dolo específico do agente
  • E) Apenas a existência do ente público réu
Gabarito: B
A responsabilidade objetiva exige a prova de três elementos: fato administrativo, dano e nexo causal, dispensando culpa.
O dano moral, em casos graves, prescinde de comprovação específica do sofrimento, sendo considerado in re ipsa.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme a caracterização do dano moral no material.
Os lucros cessantes, como espécie de dano material, correspondem:
  • A) Ao prejuízo efetivo já sofrido
  • B) Ao que a vítima deixou de ganhar em razão do dano
  • C) Exclusivamente ao dano moral
  • D) Ao dano estético permanente
  • E) À multa aplicada ao Estado
Gabarito: B
Lucros cessantes referem-se ao que a vítima deixou de ganhar, distinguindo-se do dano emergente (prejuízo efetivo).
A Súmula 387 do STJ permite a cumulação de indenização por dano moral e dano estético quando ambos decorrem do mesmo fato.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme expressamente previsto na súmula citada no material.
A teoria do dano direto e imediato, aplicável ao nexo causal na responsabilidade civil do Estado, está prevista no:
  • A) Art. 37, §6º, da CF/88, isoladamente
  • B) Art. 403 do Código Civil
  • C) Art. 5º, XXXV, da CF/88
  • D) Art. 12 da Lei 8.429/1992
  • E) Art. 23 da Lei 8.429/1992
Gabarito: B
O art. 403 do Código Civil consagra a teoria do dano direto e imediato, aplicada ao nexo causal.
Modulo 5

Fundamentação Jurídica e Pedidos

Questoes de fixacao (5)
A ausência do art. 37, §6º, da CF/88 na fundamentação da ação de responsabilidade civil do Estado é considerada, segundo o material:
  • A) Irrelevante para a nota
  • B) Erro grave, podendo zerar a nota na peça prático-profissional
  • C) Um detalhe estilístico
  • D) Exigível apenas em concursos, não na OAB
  • E) Compensável com a citação de outros artigos
Gabarito: B
A OAB exige expressamente esse dispositivo; sua ausência é considerada erro grave.
Esquecer de incluir correção monetária e juros de mora nos pedidos de dano material é apontado como erro comum do aluno.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme destacado no material sobre os pedidos.
A tutela de urgência na ação de responsabilidade civil do Estado é cabível quando presentes:
  • A) Apenas o periculum in mora
  • B) Fumus boni iuris e periculum in mora
  • C) Apenas a citação do réu
  • D) Trânsito em julgado anterior
  • E) Concordância da Fazenda Pública
Gabarito: B
A tutela de urgência exige a presença de fumus boni iuris e periculum in mora, art. 300 do CPC.
O requerimento de produção de todas as provas em direito admitidas, incluindo pericial e testemunhal, deve constar do fechamento da petição, nos termos do art. 369 do CPC.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme os requerimentos finais descritos no material.
Segundo o CPC/2015, os pedidos na ação de responsabilidade civil do Estado devem ser:
  • A) Genéricos e abertos
  • B) Certos, determinados e fundamentados
  • C) Dispensados de fundamentação
  • D) Formulados apenas oralmente em audiência
  • E) Redigidos exclusivamente pelo réu
Gabarito: B
O art. 322 do CPC/2015 exige pedidos certos, determinados e fundamentados.
Modulo 6

Modelo Completo e Revisão Final

Fundamentos da Responsabilidade Civil do Estado: Responsabilidade Objetiva e Teoria do Risco Administrativo

Responsabilidade Objetiva e Teoria do Risco Administrativo

O fundamento central da ação está no art. 37, §6º da Constituição Federal de 1988, que consagra a responsabilidade objetiva do Estado — dispensando a prova de culpa ou dolo do agente público.

Teoria do risco administrativo: o Estado, ao exercer suas funções, assume o risco de causar danos aos administrados. Basta comprovar o fato, o dano e o nexo causal para que a responsabilidade esteja configurada.

Dica de Prova: A banca frequentemente cobra a distinção entre responsabilidade objetiva (regra) e subjetiva (servidores em ação de regresso). Grave: o Estado responde objetivamente; o agente responde subjetivamente no regresso.

Fundamentos da Responsabilidade Civil do Estado: Conduta Comissiva vs. Omissiva

Conduta Comissiva vs. Omissiva

CondutaRegime
ComissivaResponsabilidade objetiva direta — o agente age e causa o dano
OmissivaParte da doutrina exige culpa anônima do serviço (teoria da faute du service), mas o STF tem ampliado a objetividade também nas omissões específicas

Fundamentos da Responsabilidade Civil do Estado: Cabeçalho, Endereçamento e Qualificação das Partes

Cabeçalho, Endereçamento e Qualificação das Partes

O cabeçalho e a qualificação identificam corretamente as partes e o juízo competente, evitando nulidades processuais. A qualificação do ente público precisa ser precisa: indicar a pessoa jurídica de direito público responsável (União, Estado, Município ou autarquia).

Modelo Simples:
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA DA
FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE ___ [Nome completo], [nacionalidade],
[estado civil], [profissão], portador do RG nº ___ e CPF nº ___,
residente em ___, por meio de seu advogado (OAB nº ___), vem propor
AÇÃO DE RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO em face do ESTADO DE
___, pessoa jurídica de direito público, com sede em ___, pelos fatos
e fundamentos a seguir.

Fundamentos da Responsabilidade Civil do Estado: Identificando o Ente Público Correto

Identificando o Ente Público Correto

Dica de Prova: Na OAB, identifique sempre o ente público correto. Hospital público municipal → Município. Polícia Militar → Estado. Hospital federal → União. Erro de endereçamento pode custar pontos!

O modelo profissional completo deve indicar a Procuradoria-Geral do Estado (ou órgão equivalente) como representante do ente público réu.

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso: Caso Fortuito ou Força Maior

Caso Fortuito ou Força Maior

Evento imprevisível e inevitável que rompe o nexo causal entre a conduta estatal e o dano sofrido pelo particular, afastando a responsabilidade do Estado.

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso: Culpa Exclusiva da Vítima

Culpa Exclusiva da Vítima

Quando o próprio lesado é o único causador do dano, afasta-se completamente a responsabilidade do Estado.

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso: Culpa Concorrente

Culpa Concorrente

A culpa da vítima e do Estado concorrem para o resultado. Nesse caso, a indenização é reduzida proporcionalmente, e não excluída por completo.

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso: Fato de Terceiro

Fato de Terceiro

O dano decorre de ato exclusivo de terceiro, sem qualquer nexo com a atuação ou omissão do ente público, rompendo a cadeia causal.

Excludentes de Responsabilidade e Direito de Regresso: Direito de Regresso contra o Agente Público

Direito de Regresso contra o Agente Público

Após indenizar o particular, o Estado pode acionar regressivamente o agente público que agiu com dolo ou culpa (art. 37, §6º, CF/88 e art. 122 da Lei 8.112/90). Aqui a responsabilidade é subjetiva.

Erro Comum do Aluno: Confundir a responsabilidade do Estado (objetiva) com a do agente na ação de regresso (subjetiva). São regimes jurídicos distintos!

Exposição dos Fatos e Conduta Estatal: Como Narrar os Fatos de Forma Eficaz

Como Narrar os Fatos de Forma Eficaz

A narrativa fática deve ser clara, cronológica e juridicamente direcionada, destacando a conduta estatal (ação ou omissão), o nexo causal e o dano sofrido. Cada fato narrado deve servir de suporte para os pedidos.

Como a Banca Cobra Isso: A OAB exige que os fatos demonstrem claramente a conduta (ação ou omissão), o agente estatal envolvido e o resultado danoso. Fatos vagos comprometem a peça inteira.

Exposição dos Fatos e Conduta Estatal: Situação Prática: Erro Médico em Hospital Público

Situação Prática: Erro Médico em Hospital Público

"No dia ___, o autor foi submetido a procedimento cirúrgico no
Hospital Público ___, oportunidade em que houve negligência da
equipe médica, resultando em complicação grave e dano permanente
à saúde."

Nesse caso, a responsabilidade é objetiva: basta comprovar o fato (procedimento realizado por agente do hospital), o dano (complicação/lesão) e o nexo causal.

Exposição dos Fatos e Conduta Estatal: Situação Prática: Omissão em Via Pública

Situação Prática: Omissão em Via Pública

"O autor sofreu acidente de trânsito em decorrência de buraco não
sinalizado na via pública, cuja manutenção era de responsabilidade
do Município, caracterizando omissão específica do ente público."

Este é um caso clássico de conduta omissiva, que exige atenção especial na argumentação sobre o nexo causal entre a omissão e o dano.

Exposição dos Fatos e Conduta Estatal: Situação Prática: Atuação Policial Desproporcional

Situação Prática: Atuação Policial Desproporcional

"Agentes da Polícia Militar, em abordagem desproporcional, causaram
lesões corporais ao autor, configurando uso excessivo da força e
atuação fora dos parâmetros legais, gerando danos materiais e
morais."

Nesse caso, trata-se de conduta comissiva de agentes estatais, com responsabilidade objetiva direta.

Nexo Causal e Danos Indenizáveis: Nexo Causal: O Coração da Ação

Nexo Causal: O Coração da Ação

Sem nexo causal não há responsabilidade. É o elo jurídico que conecta a conduta do Estado ao dano sofrido pelo particular. Na responsabilidade objetiva, o autor precisa provar apenas três elementos: fato administrativo, dano e nexo causal — dispensando a prova de culpa.

Modelo Completo: "Existe relação de causalidade direta e necessária
entre a conduta do agente público — atuando nessa qualidade — e o
dano suportado pelo autor, nos termos do art. 37, §6º da CF/88,
aplicando-se a teoria do dano direto e imediato (art. 403 do CC)."

Nexo Causal e Danos Indenizáveis: Dano Material: Emergente e Lucros Cessantes

Dano Material: Emergente e Lucros Cessantes

Danos emergentes (prejuízo efetivo) e lucros cessantes (o que deixou de ganhar). Exige comprovação documental: notas fiscais, laudos, recibos.

Nexo Causal e Danos Indenizáveis: Dano Moral e Dano Estético

Dano Moral e Dano Estético

TipoCaracterística
Dano MoralViolação à dignidade, honra, integridade psíquica. Prescinde de comprovação do sofrimento — é in re ipsa em casos graves
Dano EstéticoAlteração permanente da aparência física

Nexo Causal e Danos Indenizáveis: Cumulação de Dano Moral e Estético (Súmula 387 STJ)

Cumulação de Dano Moral e Estético (Súmula 387 STJ)

A Súmula 387 do STJ permite a cumulação de dano moral e dano estético quando ambos decorrem do mesmo fato — são bens jurídicos distintos (a dignidade psíquica e a integridade física/estética).

Fundamentação Jurídica e Pedidos: Fundamentação Constitucional e Legal

Fundamentação Constitucional e Legal

DispositivoConteúdo
CF/88, art. 37, §6ºFundamento constitucional da responsabilidade objetiva, assegurado o direito de regresso
CC, arts. 186, 187 e 927Cláusula geral de responsabilidade civil: ato ilícito, abuso de direito, obrigação de reparar
CC, art. 403Teoria do dano direto e imediato (nexo causal)
CPC/2015, arts. 319 e 320Requisitos da petição inicial
Súmula 387, STJCumulação de dano moral e estético
Como a Banca Cobra Isso: A OAB exige que a fundamentação contenha expressamente o art. 37, §6º da CF/88. A ausência desse dispositivo é considerada erro grave e pode zerar a nota na peça prático-profissional.

Fundamentação Jurídica e Pedidos: Pedidos: Estrutura Completa

Pedidos: Estrutura Completa

Os pedidos devem ser certos, determinados e fundamentados (art. 322, CPC/2015), abrangendo a condenação ao pagamento de todos os danos, além de correção monetária, juros e honorários advocatícios.

Modelo Completo/Profissional: (a) citação do réu; (b) condenação
por danos materiais no valor de R$ ___, corrigidos pelo IPCA desde o
desembolso, com juros de mora de 1% ao mês desde a citação (art. 240
CPC); (c) condenação por danos morais a ser arbitrada com base na
razoabilidade e proporcionalidade; (d) custas e honorários (art. 85
CPC). Valor da causa: R$ ___ (art. 292 CPC).

Fundamentação Jurídica e Pedidos: Correção Monetária e Juros de Mora

Correção Monetária e Juros de Mora

Erro Comum do Aluno: Esquecer de incluir a correção monetária e os juros moratórios nos pedidos de danos materiais. Na prática, esses acessórios são tão importantes quanto o principal.

Fundamentação Jurídica e Pedidos: Tutela de Urgência na Responsabilidade Civil do Estado

Tutela de Urgência na Responsabilidade Civil do Estado

Cabível quando há probabilidade do direito (fumus boni iuris) e perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo (periculum in mora). Ex.: bloqueio de verbas para custeio de tratamento médico urgente (art. 300, CPC).

Fundamentação Jurídica e Pedidos: Requerimentos Finais e Fechamento

Requerimentos Finais e Fechamento

  • Requerimento de todas as provas em direito admitidas (documental, testemunhal, pericial, inspeção judicial — art. 369, CPC)
  • Benefício da gratuidade de justiça, se cabível (art. 98, CPC)
  • Valor da causa (art. 292, V, CPC)
  • Fechamento formal: local, data, nome do advogado, OAB
Situação Prática Real: Em concursos, a ausência do pedido de produção de provas ou do valor da causa pode resultar em desconto de pontos.

Modelo Completo e Revisão Final: Modelo Completo: Caso de Erro Médico

Modelo Completo: Caso de Erro Médico

I — DOS FATOS: No dia ___/___/___, o autor foi submetido a
procedimento cirúrgico no Hospital Público ___, mantido pelo
Estado-réu. Durante o procedimento, houve grave negligência da
equipe médica, resultando em complicação que causou lesão
permanente ao autor.

II — DO DIREITO: A responsabilidade do Estado está consagrada no
art. 37, §6º da CF/88, que institui a responsabilidade objetiva pelos
danos causados por seus agentes. Aplicam-se também os arts. 186,
187 e 927 do Código Civil e a teoria do risco administrativo.

III — DOS PEDIDOS: (a) citação do réu; (b) condenação a danos
materiais de R$ ___, com correção pelo IPCA e juros de 1% a.m. desde
a citação; (c) condenação a danos morais a ser arbitrado; (d)
condenação em honorários e custas. Protesta pela produção de
provas. Valor da causa: R$ ___.

Modelo Completo e Revisão Final: Mapa Mental: Elementos Essenciais da Peça

Mapa Mental: Elementos Essenciais da Peça

  1. Cabeçalho e Endereçamento (Vara da Fazenda Pública)
  2. Qualificação das Partes (autor e ente público réu)
  3. Exposição dos Fatos (conduta estatal)
  4. Nexo Causal (conduta → dano)
  5. Danos (material, moral, estético)
  6. Fundamentação Jurídica (CF, CC, CPC)
  7. Pedidos (condenação, correção, juros)
  8. Requerimentos Finais (provas, valor da causa)

Todos os elementos são interligados e mutuamente dependentes. A ausência de qualquer um deles compromete a consistência técnica da peça.

Modelo Completo e Revisão Final: Erros Comuns e Dicas de Prova

Erros Comuns e Dicas de Prova

Erro ComumCorreção
Não identificar corretamente o ente público réuHospital municipal → Município; Polícia → Estado; INSS → União
Esquecer o art. 37, §6º, CF/88Sempre citar na fundamentação
Confundir improbidade com responsabilidade objetivaEm falha administrativa com dano comprovado, a responsabilidade é objetiva; não exige dolo como na improbidade

Modelo Completo e Revisão Final: Como a Banca Cobra Esse Tema

Como a Banca Cobra Esse Tema

Como a Banca Cobra: A banca testa a distinção entre responsabilidade objetiva (Estado) e subjetiva (agente no regresso), os excludentes de responsabilidade e a diferença entre conduta comissiva e omissiva.

Agora que você concluiu este módulo, está preparado para estruturar uma Ação de Responsabilidade Civil do Estado do zero, com fundamentos sólidos, modelos prontos e raciocínio jurídico afiado para provas e atuação profissional.

Questoes de fixacao (5)
No modelo completo de petição por erro médico em hospital público, o pedido de danos materiais deve vir acompanhado de:
  • A) Nenhum acessório
  • B) Correção monetária pelo IPCA e juros de mora de 1% ao mês desde a citação
  • C) Apenas juros de mora, sem correção monetária
  • D) Apenas correção monetária, sem juros
  • E) Multa penal ao Estado
Gabarito: B
O modelo completo prevê correção pelo IPCA e juros de mora de 1% a.m. desde a citação.
O mapa mental da peça inclui, entre outros elementos essenciais, o nexo causal e os danos (material, moral e estético).
Gabarito: CERTO
Correto, conforme o esquema de elementos essenciais apresentado no material.
Um erro comum apontado no material é não identificar corretamente o ente público réu, como no caso do INSS, que deve ser processado como:
  • A) Órgão do Estado-membro
  • B) Autarquia federal, integrante da União
  • C) Empresa privada
  • D) Município
  • E) Organização não governamental
Gabarito: B
O INSS é autarquia federal, de modo que a responsabilidade é imputada à União/autarquia federal.
A banca testa recorrentemente a distinção entre responsabilidade objetiva do Estado e responsabilidade subjetiva do agente na ação de regresso.
Gabarito: CERTO
Correto, conforme destacado em 'Como a Banca Cobra Esse Tema'.
Em falha administrativa (ex.: alvará indevido) com dano comprovado, a responsabilidade do Estado é, em regra:
  • A) Subjetiva, exigindo dolo como na improbidade
  • B) Objetiva, bastando fato, dano e nexo causal
  • C) Inexistente, pois atos administrativos são sempre válidos
  • D) Penal, exclusivamente
  • E) Aplicável apenas mediante ação de improbidade
Gabarito: B
Mesmo em falha administrativa, a responsabilidade é objetiva se houver dano comprovado — não se deve confundir com improbidade, que exige dolo.