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Como Elaborar uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade)

Neste curso prático, você aprende a redigir, item por item, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) com fundamento na CF/1988, na Lei nº 9.868/1999 e no CPC/2015. O conteúdo percorre os nove itens da petição inicial - cabeçalho, endereçamento ao STF, legitimidade ativa, indicação da norma impugnada, fundamentação constitucional, pedido de medida cautelar, pedido final, requerimentos processuais e fechamento - sempre com modelos simples e elaborados prontos para uso. Você também estudará o modelo completo de ADI, do zero ao final, além dos erros fatais, dicas de prova e da lógica de análise do STF. Curso voltado a estudantes de Direito, candidatos à OAB e a concursos públicos que precisam dominar, na prática, a elaboração dessa peça de controle concentrado de constitucionalidade.

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Modulo 1

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça

Questoes de fixacao (5)
Compete originariamente processar e julgar a Ação Direta de Inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual:
  • A) Ao Tribunal de Justiça do Estado onde a norma foi editada
  • B) Ao Superior Tribunal de Justiça
  • C) Ao Supremo Tribunal Federal, nos termos do art. 102, I, "a", da CF/1988
  • D) À Justiça Federal de primeiro grau
  • E) Ao Tribunal Regional Federal da região respectiva
Gabarito: C
O art. 102, I, "a", da CF/1988 atribui ao STF a competência originária para processar e julgar a ADI, pois compete ao STF, precipuamente, a guarda da Constituição.
Sobre a natureza jurídica da ADI, é correto afirmar que:
  • A) Trata-se de ação subjetiva, com partes contrapostas e lide a ser resolvida
  • B) Trata-se de ação de natureza objetiva, sem lide subjetiva, protegendo a ordem constitucional em si
  • C) Admite desistência da ação pelo requerente a qualquer tempo, sem restrições
  • D) Depende de comprovação de prejuízo individual do autor
  • E) Somente pode ser proposta por pessoa física prejudicada pela norma
Gabarito: B
A ADI é ação de natureza objetiva — não há partes, não há lide subjetiva; o que se protege é a ordem constitucional em si.
Aplica-se subsidiariamente à petição inicial da ADI o art. 319 do CPC/2015, que trata dos requisitos da petição inicial.
Gabarito: CERTO
Embora a ADI seja ação objetiva, a petição inicial exige elementos mínimos de identificação, aplicando-se subsidiariamente o art. 319 do CPC/2015.
É tecnicamente correto e recomendável redigir o cabeçalho da inicial de ADI apenas como 'PETIÇÃO INICIAL', sem nomear a ação proposta.
Gabarito: ERRADO
Trata-se de erro comum do aluno. Deve-se sempre identificar expressamente: 'AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE'.
Segundo o Método Jurisperitus, a petição inicial de uma ADI organiza-se em quantos itens essenciais, do cabeçalho ao fechamento?
  • A) 5
  • B) 6
  • C) 7
  • D) 8
  • E) 9
Gabarito: E
O roteiro da ADI é composto por nove itens: cabeçalho, endereçamento ao STF, legitimidade ativa, indicação da norma impugnada, fundamentação constitucional, pedido de medida cautelar, pedido final, requerimentos processuais e fechamento.
Modulo 2

Legitimidade Ativa na ADI

Questoes de fixacao (5)
São legitimados universais para propor ADI, dispensados de comprovar pertinência temática:
  • A) Governador de Estado e Mesa de Assembleia Legislativa
  • B) Confederação sindical e entidade de classe de âmbito nacional
  • C) Presidente da República, Mesas do Senado e da Câmara, PGR, Conselho Federal da OAB e partido político com representação no Congresso
  • D) Apenas o Procurador-Geral da República
  • E) Apenas o Conselho Federal da OAB
Gabarito: C
Governadores, Mesas de Assembleias, confederações sindicais e entidades de classe precisam demonstrar pertinência temática; os demais legitimados listados são universais.
Governadores de Estado, Mesas de Assembleias Legislativas, confederações sindicais e entidades de classe de âmbito nacional precisam demonstrar pertinência temática entre o objeto da ADI e suas finalidades institucionais.
Gabarito: CERTO
Esses legitimados são considerados 'especiais' e devem demonstrar relação direta entre a norma impugnada e sua atuação institucional.
Um cidadão, inconformado com uma lei estadual, pretende ajuizar ADI perante o STF em nome próprio. Tecnicamente:
  • A) É possível, pois todo cidadão tem legitimidade universal
  • B) Não é possível, pois o cidadão comum não consta do rol taxativo do art. 103 da CF/1988
  • C) É possível apenas se o cidadão for advogado
  • D) É possível se houver mais de mil assinaturas de apoio
  • E) É possível somente em matéria tributária
Gabarito: B
O rol do art. 103 da CF/1988 é taxativo e não inclui o cidadão comum; indicar legitimado sem capacidade é erro fatal na elaboração da ADI.
Partido político sem representação no Congresso Nacional possui legitimidade ativa para propor ADI, desde que comprove pertinência temática.
Gabarito: ERRADO
Partido político sem representação no Congresso Nacional não tem legitimidade para a ADI, independentemente de pertinência temática.
Ao ajuizar ADI, o partido político requerente deve, sob pena de inépcia da inicial:
  • A) Comprovar filiação de ao menos 500 mil eleitores
  • B) Apresentar ata da assembleia e o estatuto comprovando representação no Congresso Nacional
  • C) Obter anuência do Procurador-Geral da República
  • D) Juntar parecer prévio do STF
  • E) Demonstrar unanimidade interna sobre a proposição da ação
Gabarito: B
A falta da ata da assembleia e do estatuto comprovando a representação no Congresso Nacional pode acarretar inépcia da inicial.
Modulo 3

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional

Questoes de fixacao (5)
Nos termos do art. 3º da Lei nº 9.868/1999, para ser objeto de ADI perante o STF, a norma impugnada deve ser:
  • A) Municipal, pós-1988 e em vigor
  • B) Federal ou estadual, pós-1988, em vigor e dotada de generalidade e abstração
  • C) Federal ou estadual, anterior a 1988, revogada
  • D) Qualquer ato normativo, inclusive municipal, desde que geral e abstrato
  • E) Somente lei complementar federal
Gabarito: B
A norma impugnada em ADI deve ser federal ou estadual, editada após 1988, ainda em vigor e possuir generalidade e abstração.
Lei municipal pode ser impugnada por meio de ADI perante o Supremo Tribunal Federal.
Gabarito: ERRADO
Norma municipal não pode ser objeto de ADI perante o STF; nesse caso, o instrumento cabível é a ADPF.
A incompatibilidade de norma anterior à Constituição Federal de 1988 com o novo texto constitucional é tratada, tecnicamente, como caso de não-recepção, e não de inconstitucionalidade superveniente.
Gabarito: CERTO
Norma anterior à CF/1988 é caso de não-recepção, e não de inconstitucionalidade a ser discutida em ADI.
O vício que atinge o processo de elaboração da norma — iniciativa, quórum, bicameralidade ou promulgação — caracteriza inconstitucionalidade:
  • A) Material
  • B) Formal
  • C) Superveniente
  • D) Por omissão
  • E) Reflexa
Gabarito: B
A inconstitucionalidade formal decorre de vício no processo legislativo de elaboração da norma.
São dimensões do princípio da proporcionalidade (art. 5º, LIV, CF) invocáveis na fundamentação da ADI:
  • A) Legalidade, moralidade e publicidade
  • B) Adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito
  • C) Taxatividade, anterioridade e irretroatividade
  • D) Subsidiariedade, eficiência e economicidade
  • E) Presunção de constitucionalidade, deferência e razoabilidade
Gabarito: B
As três dimensões da proporcionalidade são adequação, necessidade e proporcionalidade em sentido estrito.
Modulo 4

Pedido de Medida Cautelar

Questoes de fixacao (5)
A medida cautelar na ADI está prevista em quais dispositivos da Lei nº 9.868/1999?
  • A) Arts. 1º a 3º
  • B) Arts. 6º a 9º
  • C) Arts. 10 a 12
  • D) Art. 27
  • E) Art. 28, parágrafo único
Gabarito: C
A medida cautelar na ADI está prevista nos arts. 10 a 12 da Lei nº 9.868/1999.
Os requisitos para a concessão da medida cautelar em ADI são o fumus boni iuris e o periculum in mora.
Gabarito: CERTO
A cautelar exige a plausibilidade jurídica da inconstitucionalidade (fumus) e o risco de dano irreparável (periculum in mora).
Quanto aos efeitos temporais da medida cautelar concedida em ADI, a regra é a eficácia:
  • A) Ex tunc, sempre
  • B) Ex nunc, salvo se o Plenário deliberar em sentido contrário (art. 11, §1º, Lei 9.868/1999)
  • C) Pro futuro, obrigatoriamente
  • D) Retroativa apenas às relações já constituídas
  • E) Inexistente até o trânsito em julgado
Gabarito: B
Em regra, a cautelar produz eficácia ex nunc, salvo deliberação em contrário do Plenário, nos termos do art. 11, §1º, da Lei 9.868/1999.
Em caso de urgência, a medida cautelar em ADI pode ser concedida:
  • A) Apenas em sessão do Plenário, sendo vedada qualquer decisão individual
  • B) Monocraticamente pelo Relator, ad referendum do Plenário, nos termos do art. 10, §3º, da Lei 9.868/1999
  • C) Somente pelo Presidente do STF, sem possibilidade de referendo
  • D) Por qualquer Ministro, com efeitos definitivos e irrecorríveis
  • E) Apenas mediante prévia oitiva do Congresso Nacional
Gabarito: B
O art. 10, §3º, da Lei 9.868/1999 permite a concessão monocrática da cautelar pelo Relator em caso de urgência, ad referendum do Plenário.
É suficiente, para a concessão da cautelar em ADI, a simples alegação genérica de urgência, sem demonstração concreta do periculum in mora.
Gabarito: ERRADO
Pedir cautelar sem fundamentar os requisitos é erro comum do aluno; a urgência precisa ser demonstrada concretamente.
Modulo 5

Pedido Final e Requerimentos Processuais

Questoes de fixacao (5)
O pedido final da ADI, em regra, deve requerer a declaração de inconstitucionalidade com:
  • A) Eficácia inter partes e efeito não vinculante
  • B) Eficácia erga omnes e efeito vinculante, com efeitos ex tunc, nos termos do art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/1999
  • C) Eficácia restrita ao Estado-membro que editou a norma
  • D) Efeito vinculante apenas para o Poder Judiciário estadual
  • E) Eficácia ex nunc obrigatória, sem possibilidade de modulação
Gabarito: B
O art. 28, parágrafo único, da Lei 9.868/1999 estabelece a eficácia erga omnes e o efeito vinculante da decisão, com efeito temporal padrão ex tunc.
A modulação dos efeitos temporais da decisão em ADI, prevista no art. 27 da Lei nº 9.868/1999, exige quórum de:
  • A) Maioria simples
  • B) Maioria absoluta
  • C) Dois terços dos Ministros
  • D) Unanimidade
  • E) Três quintos dos Ministros
Gabarito: C
O STF pode modular os efeitos da decisão por maioria de 2/3, por razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social.
O Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa que editou a norma impugnada deve ser notificado para prestar informações no prazo de 30 dias, nos termos do art. 6º da Lei nº 9.868/1999.
Gabarito: CERTO
É requerimento processual obrigatório da inicial da ADI, previsto no art. 6º da Lei 9.868/1999.
Compete, respectivamente, defender a norma impugnada e emitir parecer no processo de ADI:
  • A) Ao Procurador-Geral da República e ao Advogado-Geral da União
  • B) Ao Advogado-Geral da União (art. 8º) e ao Procurador-Geral da República (art. 9º, §1º)
  • C) Ao Presidente da República e ao Congresso Nacional
  • D) Ao Relator e ao Presidente do STF
  • E) À Mesa do Senado e à Mesa da Câmara
Gabarito: B
O AGU (art. 8º) defende a norma impugnada e o PGR (art. 9º, §1º) emite parecer no processo de ADI.
É possível requerer, na petição inicial da ADI, a abertura de prazo para manifestação de amici curiae, com fundamento no art. 7º, §2º, da Lei nº 9.868/1999.
Gabarito: CERTO
A admissão de amici curiae, prevista no art. 7º, §2º, da Lei 9.868/1999, amplia o debate democrático sobre a questão constitucional.
Modulo 6

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça: O Que é a ADI e Seu Fundamento Legal

O Que é a ADI e Por Que Ela Importa?

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) é o instrumento processual mais importante do controle concentrado de constitucionalidade no Brasil. Por meio dela, busca-se declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual perante a Constituição Federal de 1988.

Fundamento Legal

  • Art. 102, I, "a", da CF/1988: competência originária do STF.
  • Art. 103 da CF/1988: rol de legitimados ativos.
  • Lei nº 9.868/1999: regula o processo e julgamento da ADI.
  • CPC/2015: aplicação subsidiária e supletiva.
Ponto de Prova: A ADI é ação de natureza objetiva — não há partes, não há lide subjetiva. O que se protege é a ordem constitucional em si.

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça: O Roteiro da ADI — os 9 Itens da Petição Inicial

Roteiro da ADI — Visão Geral

Antes de aprofundar cada item, é fundamental visualizar a estrutura completa da peça. Dominar o mapa é o primeiro passo para escrever com segurança e coesão. A petição inicial da ADI, segundo o Método Jurisperitus, organiza-se em nove itens:

  1. Cabeçalho
  2. Endereçamento ao STF
  3. Legitimidade Ativa
  4. Indicação da Norma Impugnada
  5. Fundamentação Constitucional
  6. Pedido de Medida Cautelar
  7. Pedido Final
  8. Requerimentos Processuais
  9. Fechamento

Cada etapa é estudada com pergunta didática, resposta técnica, explicação pedagógica e dois modelos práticos — do mais simples ao mais elaborado.

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça: Item 1 — O Cabeçalho da ADI

Cabeçalho — Por Que se Escreve Dessa Forma?

O cabeçalho identifica a ação, o autor e o réu (a norma impugnada). Embora a ADI seja objetiva, a petição inicial exige elementos mínimos de identificação, aplicando-se subsidiariamente o art. 319 do CPC/2015. A denominação correta da ação confere clareza ao pedido e demonstra domínio técnico ao examinador.

Erro Comum do Aluno: Escrever "PETIÇÃO INICIAL" sem nomear a ação. Sempre identifique: "AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE".

Modelo 1 – Simples

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Requerente: Partido X
Requerido: Lei Estadual nº XXX/20XX

Modelo 2 – Elaborado

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
(com pedido de medida cautelar)

Requerente: [nome do legitimado – art. 103, CF]
Requerida: Lei nº XXX, de XX de XXXX de 20XX,
do Estado de [UF]
Ponto de Prova: Em provas da OAB, o cabeçalho correto já vale pontos. Inclua sempre o pedido de cautelar entre parênteses se for cabível.

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça: Item 2 — Endereçamento ao Supremo Tribunal Federal

Por Que a ADI é Endereçada Exclusivamente ao STF?

O art. 102, I, "a", da CF/1988 estabelece que compete ao STF, precipuamente, a guarda da Constituição. Portanto, somente o STF possui competência originária para processar e julgar a ADI de lei federal ou estadual em face da CF. Qualquer endereçamento diverso configura erro grave e eliminatório em provas.

Como a Banca Cobra Isso: O STF verifica, de plano, sua competência. Uma petição endereçada a outro tribunal será liminarmente inadmitida por incompetência absoluta.

Modelo 1 – Simples

AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Modelo 2 – Elaborado

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

O [nome do legitimado], nos termos do art. 103
da Constituição Federal e da Lei nº 9.868/1999,
vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, propor a presente:
Ponto de Prova: Use "Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente" no vocativo. É a forma protocolar exigida nas provas dissertativas.

Fundamentos da ADI e Identificação da Peça: Síntese do Módulo 1 — Identificação Correta da Peça

Revisão: Cabeçalho e Endereçamento

ElementoFundamentoCuidado Essencial
CabeçalhoArt. 319, CPC/2015 (subsidiário)Nomear expressamente "Ação Direta de Inconstitucionalidade"
EndereçamentoArt. 102, I, "a", CF/1988Sempre ao STF; nunca a outro tribunal

Ao final deste módulo, o aluno deve ser capaz de abrir corretamente uma ADI, identificando a ação, o requerente, o requerido e o juízo competente.

Situação Prática Real: Um partido político ajuíza ação contra lei estadual endereçando-a ao Tribunal de Justiça local — a peça é inadmitida de plano por incompetência absoluta, já que apenas o STF processa e julga a ADI (art. 102, I, "a", CF/1988).

Legitimidade Ativa na ADI: O Rol do Art. 103 da CF/1988

Quem Pode Propor uma ADI?

A legitimidade ativa é condição de procedibilidade da ADI. O art. 103 da CF/1988 traz um rol taxativo de legitimados. A ausência de legitimidade acarreta extinção do processo sem resolução do mérito.

Legitimado (art. 103, CF/1988)
Presidente da República
Mesa do Senado Federal
Mesa da Câmara dos Deputados
Mesa de Assembleia Legislativa ou da Câmara Legislativa do DF
Governador de Estado ou do Distrito Federal
Procurador-Geral da República
Conselho Federal da OAB
Partido político com representação no Congresso Nacional
Confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional

Legitimidade Ativa na ADI: Legitimados Universais x Pertinência Temática

Pertinência Temática

Alguns legitimados precisam demonstrar pertinência temática entre o objeto da ADI e suas finalidades institucionais: Governadores, Mesas de Assembleias, confederações sindicais e entidades de classe. Os demais (universais) não precisam.

Mnemônico: Os legitimados "especiais" representam um interesse setorial ou regional (Governador de um Estado, Assembleia de um Estado, confederação de uma categoria) — por isso precisam demonstrar relação direta (pertinência temática) entre a norma atacada e sua atuação. Já Presidente da República, Mesas do Congresso Nacional, PGR, OAB e partido político são legitimados universais.

Legitimidade Ativa na ADI: Partido Político como Legitimado Ativo

Requisito da Representação no Congresso Nacional

No modelo completo de ADI estudado neste curso, o requerente é qualificado como "partido político com representação no Congresso Nacional (art. 103, VIII, CF/1988)". Esse requisito é indispensável.

Erro Comum do Aluno: Confundir o rol da ADI com o da ADPF ou ADC. Cada ação possui seu próprio elenco de legitimados. Além disso, partido político sem representação no Congresso não tem legitimidade para a ADI.
Cuidado em Provas: Partido político deve apresentar ata da assembleia e o estatuto comprovando representação no Congresso Nacional. A falta desses documentos pode acarretar inépcia da inicial.

Legitimidade Ativa na ADI: Consequências da Ilegitimidade Ativa

O Que Acontece Quando Falta Legitimidade?

A ausência de legitimidade acarreta extinção do processo sem resolução do mérito. Entre os erros fatais listados pelo Método Jurisperitus está "indicar legitimado sem capacidade (ex: cidadão comum)".

Erro Comum do Aluno: Cidadão comum não figura no rol do art. 103 da CF/1988 e, portanto, não possui legitimidade ativa para propor ADI.

Legitimidade Ativa na ADI: Como a Banca Cobra a Legitimidade Ativa

Dicas de Prova

  • Memorize o rol do art. 103 da CF com os limites de pertinência temática.
  • Diferencie ADI, ADC, ADPF e ADO quanto à legitimidade e ao objeto.
Como a Banca Cobra Isso: O STF verifica primeiro a legitimidade ativa e a pertinência temática antes de examinar qualquer outro aspecto da petição inicial.

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional: Item 4 — Requisitos da Norma Impugnada

Indicação da Norma Impugnada

O art. 3º da Lei nº 9.868/1999 exige que a petição inicial indique o dispositivo da lei ou do ato normativo impugnado e os fundamentos jurídicos do pedido em relação a cada uma das impugnações. A norma deve ser federal ou estadual, pós-1988, ainda em vigor e possuir generalidade e abstração.

Modelo 1 – Simples

Impugna-se o art. 5º da Lei nº 1.234/2023
do Estado de Goiás, por violação ao
art. 5º, XIII, da CF/1988.

Modelo 2 – Elaborado

O presente feito tem por objeto o art. 7º,
§ 2º, da Lei Estadual nº 1.234, de 10 de
março de 2023, do Estado de Goiás, que
[descrever o conteúdo], por manifesta
violação aos arts. 5º, XIII, e 170, IV,
da Constituição Federal de 1988.
Ponto de Prova: Cite o artigo e o parágrafo exatos da norma impugnada. Impugnações genéricas ("toda a lei") são inadmitidas sem fundamentação suficiente.

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional: Norma Municipal e Norma Anterior à CF/1988

Limites do Objeto da ADI

Cuidado em Provas: Norma municipal não pode ser objeto de ADI perante o STF. Nesse caso, usa-se a ADPF. Norma anterior à CF/1988 é caso de não-recepção, não de inconstitucionalidade.

Entre os erros fatais listados pelo Método Jurisperitus estão "impugnar norma municipal ou anterior a 1988" e "omitir o dispositivo exato da norma atacada".

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional: Item 5 — Inconstitucionalidade Formal x Material

Fundamentação Constitucional

O art. 3º, II, da Lei nº 9.868/1999 exige a indicação dos fundamentos jurídicos do pedido em relação a cada dispositivo impugnado. A fundamentação deve demonstrar o vício de inconstitucionalidade — que pode ser formal ou material.

Inconstitucionalidade FormalInconstitucionalidade Material
Vício no processo de elaboração da norma: iniciativa, quórum, bicameralidade, promulgação.Conteúdo da norma viola direito fundamental, princípio constitucional ou competência.

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional: O Princípio da Proporcionalidade na Fundamentação

As Três Dimensões da Proporcionalidade

O dispositivo impugnado pode afrontar o princípio da proporcionalidade (art. 5º, LIV, CF) em suas três dimensões:

  1. Adequação: a medida não é apta a atingir o fim alegado.
  2. Necessidade: existem meios menos gravosos.
  3. Proporcionalidade em sentido estrito: os benefícios não superam os ônus impostos aos cidadãos.

Norma Impugnada e Fundamentação Constitucional: Modelos Práticos de Fundamentação

Modelo 1 – Simples

A norma viola o art. 5º, XIII, da CF/1988,
que garante a liberdade de exercício
profissional, pois impõe restrição
desarrazoada e desproporcional.

Modelo 2 – Elaborado

O dispositivo impugnado afronta o princípio
da proporcionalidade (art. 5º, LIV, CF) em
suas três dimensões: (i) adequação: a medida
não é apta a atingir o fim alegado; (ii)
necessidade: existem meios menos gravosos;
(iii) proporcionalidade em sentido estrito:
os benefícios não superam os ônus impostos
aos cidadãos.

Pedido de Medida Cautelar: Item 6 — Fundamento Legal da Cautelar

Pedido de Medida Cautelar

A medida cautelar na ADI está prevista nos arts. 10 a 12 da Lei nº 9.868/1999. Suspende a eficácia da norma impugnada até o julgamento definitivo pelo Plenário do STF.

Pedido de Medida Cautelar: Fumus Boni Iuris e Periculum in Mora

Requisitos da Cautelar

Fumus Boni IurisPericulum in Mora
Plausibilidade jurídica da inconstitucionalidade arguida. O STF deve reconhecer verossimilhança do direito invocado.Risco de dano irreparável ou de difícil reparação caso a norma continue produzindo efeitos.

Pedido de Medida Cautelar: Efeitos da Medida Cautelar

Efeitos

A concessão da cautelar produz eficácia erga omnes, efeito vinculante e, em regra, eficácia ex nunc (salvo se o Plenário deliberar o contrário — art. 11, §1º, Lei 9.868/1999).

Pedido de Medida Cautelar: Concessão Monocrática Ad Referendum do Plenário

Urgência e Decisão Monocrática

Como a Banca Cobra Isso: Em caso de urgência, o Relator pode conceder monocraticamente a cautelar, ad referendum do Plenário (art. 10, §3º, Lei 9.868/1999). O STF avalia o fumus com base na plausibilidade constitucional, não na certeza.

Pedido de Medida Cautelar: Como Redigir o Pedido Cautelar

Modelo Prático — Elaborado

Requer-se, liminarmente, ad referendum do
Plenário, a suspensão cautelar dos efeitos
do art. 7º, §2º, da Lei nº 1.234/2023,
com fundamento no art. 10 da Lei nº
9.868/1999, ante a presença do fumus boni
iuris (manifesta inconstitucionalidade
material) e do periculum in mora
(aplicação imediata da norma que produz
dano irreparável aos destinatários).
Erro Comum do Aluno: Pedir cautelar sem fundamentar os requisitos. A simples afirmação de "urgência" não basta — é preciso demonstrá-la concretamente.

Pedido Final e Requerimentos Processuais: Item 7 — O Pedido Final de Declaração de Inconstitucionalidade

Pedido Final

O pedido final deve ser claro, preciso e completo, indicando expressamente o efeito pretendido: declaração de inconstitucionalidade com eficácia erga omnes e efeito vinculante (art. 28, parágrafo único, da Lei nº 9.868/1999). O efeito temporal padrão é ex tunc — retroativo à data de promulgação da norma.

Modelo 1 – Simples

Requer-se a procedência da ação para
declarar a inconstitucionalidade do
art. 7º, §2º, da Lei nº 1.234/2023.

Pedido Final e Requerimentos Processuais: Modulação de Efeitos (Art. 27, Lei nº 9.868/1999)

Modulação de Efeitos

Ponto de Prova: O STF pode modular os efeitos da decisão (art. 27, Lei 9.868/1999) por maioria de 2/3, por razões de segurança jurídica ou excepcional interesse social. Mencione essa possibilidade quando a modulação for pertinente ao caso.

Modelo 2 – Elaborado

Ante o exposto, requer o Requerente:

a) seja julgada PROCEDENTE a presente
Ação Direta de Inconstitucionalidade,
declarando-se, com eficácia erga omnes
e efeito vinculante, a inconstitucionalidade do art. 7º, §2º, da Lei
Estadual nº 1.234/2023 do Estado de
Goiás, com efeitos ex tunc;

b) subsidiariamente, caso entenda V.Exa.
necessário, requer-se a modulação dos
efeitos temporais da decisão, nos
termos do art. 27 da Lei nº 9.868/1999,
fixando-se eficácia ex nunc ou pro
futuro.

Pedido Final e Requerimentos Processuais: Item 8 — Requerimentos Processuais: Notificação, AGU e PGR

Requerimentos Processuais

Além do pedido de mérito, a petição inicial da ADI deve conter requerimentos processuais que assegurem o regular desenvolvimento do feito, conforme os arts. 6º a 9º da Lei nº 9.868/1999 e o CPC/2015 (subsidiário).

RequerimentoFundamentoConteúdo
Notificação do Órgão EmissorArt. 6º, Lei 9.868/1999Congresso Nacional ou Assembleia Legislativa presta informações em 30 dias
Vista ao AGUArt. 8º, Lei 9.868/1999Advogado-Geral da União defende a norma impugnada
Vista ao PGRArt. 9º, §1º, Lei 9.868/1999Procurador-Geral da República emite parecer

Pedido Final e Requerimentos Processuais: Amicus Curiae e Juntada de Documentos

Amicus Curiae

Requerer a abertura de prazo para manifestação de amici curiae (art. 7º, §2º, Lei 9.868/1999), ampliando o debate democrático sobre a questão constitucional.

Juntada de Documentos

Requerer a juntada da cópia da norma impugnada e dos documentos que comprovam a legitimidade ativa do requerente (art. 3º, parágrafo único, Lei 9.868/1999).

Pedido Final e Requerimentos Processuais: Modelos de Pedido Final e Requerimentos Processuais

Modelo Integrado (Itens V e VI do Modelo Completo)

V – DOS REQUERIMENTOS PROCESSUAIS
Requer-se:
a) notificação do Governador e da Assembleia
Legislativa do Estado de Goiás para informações
 (art. 6º, Lei 9.868/1999);
b) vista ao Advogado-Geral da União (art. 8º);
c) parecer do Procurador-Geral da República (art. 9º);
d) admissão de amici curiae (art. 7º, §2º);
e) juntada dos documentos que instruem esta inicial.

VI – DO PEDIDO FINAL
Requer-se a procedência da ação para declarar, com
eficácia erga omnes e efeito vinculante, a inconstitucionalidade do art. 7º, §2º, da Lei Estadual
nº 1.234/2023, com efeitos ex tunc; subsidiariamente, a modulação temporal na forma do art. 27
da Lei nº 9.868/1999.

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final: Item 9 — Fechamento da Peça

Fechamento da ADI

O fechamento da ADI deve conter: local, data, qualificação do requerente ou de seu advogado com registro na OAB, e assinatura. Em se tratando de legitimado que atua sem advogado (como o Presidente da República ou o PGR), a assinatura é do próprio titular. Nos demais casos, exige-se procuração com poderes específicos.

Cuidado em Provas: Partido político deve apresentar ata da assembleia e o estatuto comprovando representação no Congresso Nacional. A falta desses documentos pode acarretar inépcia da inicial.

Modelo 1 – Simples

Brasília-DF, [data].

[Nome do Advogado]
OAB/XX nº XXXXX

Modelo 2 – Elaborado

Termos em que pede deferimento.

Brasília, Distrito Federal, [data].

[Nome do Legitimado / Representante]
[Cargo / Qualificação]

[Nome do Advogado – se necessário]
OAB/[Estado] nº [número]

Endereço para intimações:
[endereço completo]
Ponto de Prova: "Pede deferimento" e "Termos em que pede deferimento" são fórmulas tradicionais aceitas. Prefira a segunda por ser mais técnica e completa.

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final: Modelo Completo de ADI — Do Zero ao Final

Modelo Integral

A seguir, reproduz-se o modelo integral de uma ADI, reunindo todos os itens estudados neste curso, tal como apresentado no Método Jurisperitus.

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO PRESIDENTE
DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
(com pedido de medida cautelar)

Requerente: Partido Político X
 (com representação no Congresso Nacional
 – art. 103, VIII, CF/1988)
Requerida: Lei Estadual nº 1.234, de 10 de março
de 2023, do Estado de Goiás

I – LEGITIMIDADE ATIVA
O Requerente é partido político com representação
no Congresso Nacional, na forma do art. 103, VIII,
da CF/1988 e art. 2º, I, da Lei nº 9.868/1999,
conforme comprovam os documentos anexos.

II – DA NORMA IMPUGNADA
Impugna-se o art. 7º, §2º, da Lei Estadual nº
1.234/2023, que [descrever o conteúdo], por
manifesta violação aos arts. 5º, XIII, e 170, IV,
da Constituição Federal de 1988.

III – DA INCONSTITUCIONALIDADE MATERIAL
O dispositivo afronta o princípio da proporcionalidade (art. 5º, LIV, CF), pois: (i) é inadequado ao fim pretendido; (ii) não é necessário,
existindo medidas menos restritivas; (iii) os
ônus impostos superam os benefícios almejados.
Viola, ainda, a liberdade de exercício profissional
(art. 5º, XIII, CF) e a livre iniciativa (art. 170,
IV, CF), sem respaldo constitucional legítimo.

IV – DO PEDIDO DE MEDIDA CAUTELAR
Presentes o fumus boni iuris (inconstitucionalidade manifesta) e o periculum in mora (danos
irreparáveis em curso), requer-se, liminarmente,
ad referendum do Plenário, a suspensão dos efeitos
do art. 7º, §2º, da Lei nº 1.234/2023, com base
no art. 10 da Lei nº 9.868/1999.

V – DOS REQUERIMENTOS PROCESSUAIS
Requer-se:
a) notificação do Governador e da Assembleia
Legislativa do Estado de Goiás para informações
 (art. 6º, Lei 9.868/1999);
b) vista ao Advogado-Geral da União (art. 8º);
c) parecer do Procurador-Geral da República (art. 9º);
d) admissão de amici curiae (art. 7º, §2º);
e) juntada dos documentos que instruem esta inicial.

VI – DO PEDIDO FINAL
Requer-se a procedência da ação para declarar, com
eficácia erga omnes e efeito vinculante, a inconstitucionalidade do art. 7º, §2º, da Lei Estadual
nº 1.234/2023, com efeitos ex tunc; subsidiariamente, a modulação temporal na forma do art. 27
da Lei nº 9.868/1999.

Termos em que pede deferimento.

Brasília-DF, [data].

[Nome do Advogado]
OAB/GO nº XXXXX

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final: Erros Fatais na ADI

Erros Fatais

  • Endereçar a ADI a tribunal diverso do STF.
  • Indicar legitimado sem capacidade (ex: cidadão comum).
  • Impugnar norma municipal ou anterior a 1988.
  • Omitir o dispositivo exato da norma atacada.
  • Pedir cautelar sem demonstrar fumus e periculum.

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final: Dicas de Prova e Como o STF Analisa a ADI

Dicas de Prova

  • Memorize o rol do art. 103 da CF com os limites de pertinência.
  • Diferencie ADI, ADC, ADPF e ADO na legitimidade e objeto.
  • Cite sempre os artigos da Lei 9.868/1999 na fundamentação.
  • O modelo 2 (elaborado) é o padrão esperado em provas dissertativas.

Como o STF Analisa

  • Verifica primeiro a legitimidade ativa e a pertinência temática.
  • Examina se a norma é pós-88, em vigor e com abstração.
  • Analisa a cautelar pelo fumus + periculum + urgência.
  • Decide o mérito por maioria absoluta do Plenário (art. 23, Lei 9.868/1999).

Fechamento, Modelo Completo e Revisão Final: Checklist Final e Síntese do Curso

O Que Você Aprendeu

  1. Fundamentos da ADI: CF/1988, Lei 9.868/1999 e CPC subsidiário.
  2. Estrutura Completa: os 9 itens essenciais da petição inicial.
  3. Modelos Práticos: do simples ao elaborado, prontos para usar.
  4. Erros e Acertos: armadilhas comuns e estratégias vencedoras.
Situação Prática Real: Antes de protocolar (ou responder uma questão de prova sobre) uma ADI, percorra mentalmente os nove itens: cabeçalho, endereçamento ao STF, legitimidade ativa, norma impugnada, fundamentação, cautelar, pedido final, requerimentos processuais e fechamento. Esse checklist evita a maioria dos erros fatais listados no Método Jurisperitus.
Questoes de fixacao (5)
No fechamento da ADI, quando o legitimado atua sem advogado, como ocorre com o Presidente da República ou o PGR, a assinatura da peça é:
  • A) Sempre de um advogado com procuração
  • B) Do próprio titular do cargo
  • C) Do Ministro Relator
  • D) Dispensável
  • E) Do Advogado-Geral da União
Gabarito: B
Em se tratando de legitimado que atua sem advogado, como o Presidente da República ou o PGR, a assinatura é do próprio titular.
O partido político requerente deve apresentar, sob pena de inépcia da inicial, ata da assembleia e o estatuto comprovando sua representação no Congresso Nacional.
Gabarito: CERTO
A falta desses documentos pode acarretar inépcia da inicial da ADI proposta por partido político.
Constitui erro fatal na elaboração de uma ADI:
  • A) Citar o art. 103 da CF/1988 para fundamentar a legitimidade ativa
  • B) Endereçar a peça a tribunal diverso do STF
  • C) Requerer a modulação de efeitos com base no art. 27 da Lei 9.868/1999
  • D) Requerer vista ao AGU e ao PGR
  • E) Indicar o dispositivo exato da norma impugnada
Gabarito: B
Endereçar a ADI a tribunal diverso do STF é um dos erros fatais listados no Método Jurisperitus.
Segundo o Método Jurisperitus, o STF, ao analisar uma ADI, verifica primeiro:
  • A) O mérito da inconstitucionalidade alegada
  • B) A legitimidade ativa e a pertinência temática
  • C) A modulação de efeitos
  • D) A manifestação de amici curiae
  • E) O parecer da AGU
Gabarito: B
O STF verifica primeiro a legitimidade ativa e a pertinência temática, antes de examinar os demais aspectos da petição inicial.
O julgamento do mérito da ADI pelo STF é decidido por maioria absoluta do Plenário, nos termos do art. 23 da Lei nº 9.868/1999.
Gabarito: CERTO
O art. 23 da Lei 9.868/1999 exige maioria absoluta do Plenário para a decisão de mérito na ADI.